A Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), tem atuado em todos os circuitos do Carnaval para ressaltar a importância da prevenção às Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST). Para evitar a propagação das doenças, a pasta está realizando uma série de ações de conscientização, com a entrega de cartilhas, além da distribuição de preservativos e a realização de exames rápidos.
Os materiais e os exames são realizados nas unidades do Fique Sabendo, presentes em todos os circuitos do Carnaval. Conforme aponta o Ministério da Saúde, as Infecções Sexualmente Transmissíveis são causadas por vírus, bactérias e outros microorganismos através da relação sexual sem proteção por via oral, anal e vaginal. Caso não sejam tratadas adequadamente após identificadas, podem levar à morte.
O supervisor da unidade do Fique Sabendo do Circuito Osmar (Campo Grande), Sérgio Conceição, fez um alerta sobre a importância do uso de preservativo em qualquer tipo de relação sexual. O profissional ressalta que a ‘camisinha’ é a melhor forma para prevenir a contaminação por Sífilis, HIV e Hepatites.
“É um elemento de fácil aquisição, e que está sendo bem distribuído nos circuitos. A forma mais adequada e mais fácil de se proteger hoje contra as IST é através do uso de preservativos, quer seja no sexo oral ou qualquer outra modalidade”, ressaltou.
Para esclarecer dúvidas ou realizar a testagem rápida, o folião pode procurar um dos 11 módulos de saúde espalhados pelo circuito ou os postos do Fique Sabendo, que funcionam no Largo da Piedade, das 9h às 21h, e na rua Dias D’Ávila, na Barra, das 10h às 22h.
600 testes - Em balanço divulgado na manhã deste sábado (18), a SMS informou que mais de 600 testes para detecção de IST foram realizados no primeiro dia do maior Carnaval do mundo. No total, três pessoas testaram positivo para HIV, 26 para sífilis e 4 para hepatites B e C.
Em caso de resultado positivo, a pessoa contará com o suporte de psicólogos e médicos e, a depender do tipo de infecção, poderá iniciar o tratamento ainda no posto do Fique Sabendo.
“Temos um acompanhamento completo. A gente acolhe, orienta e encaminha o paciente para um médico infectologista para iniciar o tratamento. No caso dos pacientes que reagem à sífilis, por exemplo, eles já são tratados no módulo do Fique Sabendo e, depois, são direcionados para a unidade de referência, onde continuarão o acompanhamento e verão se realmente estão curados da infecção”, contou.
Termo equivocado - Desde que o primeiro caso foi diagnosticado em 1982, existe uma dúvida muito comum entre as pessoas sobre a diferença entre HIV e AIDS. Em muitos casos, o termo HIV é utilizado equivocadamente como sinônimo da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. Sérgio fez questão de esclarecer a questão.
“O HIV é o vírus que causa a AIDS. Ao se contaminar, a pessoa se torna portadora do vírus do HIV. Já a AIDS é a manifestação causada pelo vírus, podendo não vir no primeiro momento. Caso não haja sob tratamento e acompanhamento, os sintomas podem se manifestar e, posteriormente, levar o indivíduo à morte. Por isso, é importante ter um acompanhamento médico”, salientou.
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