Foto: Ascom/FGM
Reportagem: Ana VirgĂnia Vilalva e Mateus Soares/Secom PMS
A programação especial do 2 de Julho, em Salvador, contou com mais uma edição do tradicional Baile da IndependĂȘncia, realizado na noite desta quinta-feira (3), no Campo Grande. Promovido pela Prefeitura de Salvador, por meio da Fundação GregĂłrio de Mattos (FGM) e da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), o evento teve entrada gratuita e resgatou a atmosfera de antigos bailes populares que, desde o sĂ©culo XIX, integram as celebraçÔes da data.
A noite começou com a apresentação do Coral da Cidade, formado por cerca de 25 servidores pĂșblicos municipais. “Tivemos hoje uma plateia lotada, todas as 300 cadeiras lotadas para assistir o Coral da Cidade e o tradicional Baile da IndependĂȘncia. Hoje Ă© um dia tradicional, um dia de celebração que a gente sempre preserva”, afirmou o diretor de Artes e Fomento Cultural da FGM e coordenador do 2 de Julho, George Vladimir.
Integrante do coral, a servidora Paloma Ayres, da Secretaria Municipal de GestĂŁo (Semge), nĂŁo escondeu a emoção de participar da apresentação. “Vou fazer um ano de coral agora em agosto, quase uma recĂ©m-chegada. Ă uma honra e um privilĂ©gio poder se apresentar no Baile da IndependĂȘncia, representar a cidade de Salvador, representar a Prefeitura. NĂłs somos um coral da Prefeitura, e poder me apresentar pela primeira vez em um evento tĂŁo rico como esse Ă© uma satisfação e um orgulho muito grande”, disse.
Com a Orquestra Fred Dantas, o Baile da IndependĂȘncia teve um repertĂłrio diversificado, que percorreu diferentes vertentes da mĂșsica brasileira e baiana, mesclando axĂ©, samba e mĂșsica afro-brasileira. O concerto foi aberto com uma versĂŁo orquestrada do “Hino ao 2 de Julho”, e seguiu com clĂĄssicos conhecidos pelo pĂșblico.
Reconhecimento – Um dos momentos mais aguardados da noite foi a homenagem ao sambista Walmir Lima, um dos principais nomes da mĂșsica popular da Bahia. Aos 94 anos, o artista subiu ao palco para acompanhar as interpretaçÔes de sucessos como “Mudança da Ribeira”, “Santo Amaro Ă© uma Flor” e a emblemĂĄtica “Ilha de MarĂ©”. A canção, lançada por Alcione em 1977 e regravada por Mariene de Castro, Ă© considerada por muitos um segundo hino da Festa do Bonfim.
“Desde que eu nasci estou envolvido com a mĂșsica, meu pai era mĂșsico. Nasci com a cara na mĂșsica. Eu sou filho soteropolitano dessa terra, essa homenagem, para mim, Ă© uma coisa maravilhosa, eu me sinto muito feliz. Para mim, sĂł Ă© felicidade”, declarou o homenageado.
O maestro Fred Dantas relembrou que a escolha por homenagear Walmir Lima vem de uma proposta de valorização da cultura baiana. “A homenagem a Walmir Lima dĂĄ prosseguimento a um trabalho que eu vinha tendo de valorizar pilares significativos do que a gente chama de cultura baiana, da musicalidade da Bahia. Gostaria de registrar o apoio da Fundação GregĂłrio de Mattos e da Prefeitura Municipal de Salvador, que continuam acreditando em mim, mantendo viva essa chama”, declarou.
Casa cheia – Da plateia, a aposentada Dilzete Souza, de 70 anos, moradora do Rio Vermelho, marcou presença. “Frequento o Baile da IndependĂȘncia hĂĄ dois anos. Danço todas as mĂșsicas que me permitir. Para mim, essa Ă© a melhor parte da programação do 2 de Julho”, contou.
TambĂ©m presente no evento, o presidente da FGM, Fernando Guerreiro, citou a importĂąncia de manter viva a tradição. “Esse, particularmente, foi o 2 de Julho que mais gostei. Uma festa que estĂĄ correndo maravilhosamente bem. Hoje, obviamente, estamos voltando com a tradição, trazendo mais uma vez esse baile que a população adora. Essa homenagem a Walmir Lima, com 94 anos de idade, Ă© sensacional. Cada dia uma surpresa com a programação especial do 2 de Julho”, vibrou.
