'Onde os fatos não têm vez', de Ronaldo Velho Bueno, discute desinformação e teorias conspiratórias.
Em tempos de desinformação em massa, teorias conspiratórias e ataques à credibilidade jornalística, chega às livrarias uma obra que busca conectar literatura, jornalismo e pensamento crítico. O jornalista e pesquisador Ronaldo Velho Bueno estreia na cena literária com Onde os fatos não têm vez: Umberto Eco e a pós-verdade (Paco Editorial, 172 pp, R$ 52,90). A proposta parte da análise do romance Número zero, de Umberto Eco, para investigar de que forma a ficção pode iluminar aspectos da desinformação, do conspiracionismo e do fenômeno contemporâneo da pós-verdade.
Ao escolher o romance como objeto de estudo, Bueno buscou uma ponte entre sua formação em jornalismo e sua experiência acadêmica em Letras. Em Onde os fatos não têm vez, ele se debruça sobre as práticas do fictício jornal Amanhã e sobre o personagem Braggadocio, que representa o conspiracionismo. De acordo com a visão do pesquisador no livro, a literatura permite reconhecer os mecanismos de manipulação da realidade em um contexto simbólico que se aproxima da vida real.
