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Morre Arlindo Cruz: velório de sambista será neste sábado em ‘formato gurufim’


Cantor sofreu um AVC em 2017 e antes de falecer, passou por 65 cirurgias na cabeça e tratou mais de 30 pneumonias; despedida será na quadra do Império Serrano.

Em formato gurufim, o corpo do cantor Arlindo Cruz, que morreu nesta sexta-feira (8), aos 66 anos, será velado na quadra do Império Serrano, em Madureira, na Zona Norte do Rio de Janeiro, conforme informou a família do sambista. Além da cerimônia tradicional, a despedida de Arlindo Cruz terá um gurufim, uma roda de samba especial, como o cantor gostaria. O termo representa uma tradição ancestral trazida para o Brasil por africanos escravizados.

No mundo do samba, o gurufim se transformou em um gesto de homenagem. Além de Arlindo Cruz, o amigo Bira Presidente, que participou do grupo Fundo de Quintal, também teve seu velório em formato de gurufim. O jornalista Sérgio Cabral, que morreu em 2024, também recebeu a homenagem.

O corpo de Monarco, presidente de honra da Escola de Samba Portela, velado em 2021, foi marcado pelas despedidas ao som de Paulinho da Viola, Marisa Monte e Diogo Nogueira. Por último, Beth Carvalho, em 2019, teve seu velório transformado em roda de samba, com a presença de Zeca Pagodinho.

Arlindo estava com a saúde debilitada desde 2017, após sofrer um AVC (Acidente Vascular Cerebral), e carregou sequelas até o fim da vida. Antes de falecer, o artista passou por 65 cirurgias na cabeça e tratou mais de 30 pneumonias.

O velório está marcado para começar às 18h e se estender até as 10h da manhã deste domingo (10). Já o sepultamento será às 11h, no Cemitério Jardim da Saudade (Salucap). Em mensagem publicada pela família, foi confirmado que haverá um momento restrito aos mais próximos.

“A família de Arlindo Cruz convida, com pesar e muito carinho, todos os amigos, fãs e admiradores para a última homenagem ao nosso querido, Arlindo. Pedimos, se possível, que todos venham de roupas claras, como símbolo da luz e da alegria que ele espalhou por toda a sua vida. Agradecemos profundamente por todo o carinho e pelas mensagens recebidas”, diz a nota.

Na música, além de ser um compositor distinto e ter uma das vozes mais melodiosas do samba, Arlindo tinha grande afinidade com o cavaquinho. A relação dele com o instrumento começou cedo, aos seis anos.

O artista entrou na mira dos holofotes quando estava no grupo Fundo de Quintal, do qual fez parte por mais de 10 anos. Depois, em 1993, ele decidiu segui carreira solo e seguiu lançando sucessos. Seu primeiro álbum sozinho foi “Arlindinho”, lançado no mesmo ano.

FONTE MÚSICA



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