Gabriel Rolón não define termos absolutos, convidando o leitor a pensar em termos relativos e a desvendar a própria noção de felicidade.
Em A felicidade — Para além da ilusão (Paidós, 272 pp, R$ 74,90 — Trad.: Sandra Martha Dolinsky), o psicanalista e escritor argentino Gabriel Rolón retoma uma tradição para questionar os discursos atuais que vendem a ideia de uma vida plena e sem dor. No lugar de promessas fáceis, traz um olhar lúcido sobre a experiência humana: viver é lidar com a falta, com a imperfeição e com o sofrimento inevitável, sem que isso nos prive de instantes de plenitude.
Unindo escuta psicanalÃtica e delicadeza de escritor, o autor entrelaça filosofia, literatura e casos reais de consultório para mostrar que felicidade e dor não são, necessariamente, inimigas — e que talvez seja preciso aceitar a fragilidade da vida para se aproximar de uma felicidade possÃvel. Como todo bom ensaÃsta, Rolón não define termos absolutos, convidando o leitor a pensar em termos relativos e desvendar a própria noção de felicidade.
