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LITERATURA: Antologia de Sebastião Nunes



Na sua obra poética, mas também ficcional e ensaística, além do trabalho como editor da Dubolso, Sebastião Nunes sempre esteve atento e inconformado.

“Ser rotulado é começar a morrer artisticamente”. Essa afirmação do poeta Sebastião Nunes, em entrevista a Fabrício Marques em 2008, é uma ótima divisa para a obra de uma vida inteira que se mostra nas páginas de Antologia mamaluca (Círculo de Poemas, 296 pp, R$ 99,90). De fato, seus poemas ocupam um lugar único, não se dobram a qualquer rótulo e expressam uma vitalidade criativa — e não menos combativa — que se mantém intensa até os dias atuais. Não há dúvida de que estamos diante de um poeta, mas o que ele exige vai bem além da leitura. Desde os anos 1960, é essa engenharia mamaluca, ácida e sarcástica, que tanto choca quanto cativa leitores das mais diferentes gerações. Na sua obra poética, mas também ficcional e ensaística, além do trabalho como editor da Dubolso, Sebastião Nunes sempre esteve atento e inconformado, captando e denunciando a tragicomédia de nosso tempo.

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