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LITERATURA: Diário de uma doença



Em seu romance, André Viana parte de um jogo de espelhamento, ironia e apropriação criativa com os diários do próprio pai, o escritor Antonio Carlos Viana

Engendrando um elaborado jogo de espelhamento, ironia e apropriação criativa com os diários do próprio pai, o escritor Antonio Carlos Viana (1944-2016), André Viana oferece em Apesar dos meus ossos roídos (Todavia, 264 pp, R$ 89,90) um romance contemporâneo e cheio de vida em sua inventividade marcada pela compreensão humana. Carlos é um professor de literatura já aposentado que encara a finitude e a fragilidade do corpo. Nas anotações do seu diário, registra com diligência tratamentos médicos dolorosos ― sobretudo a ameaça de uma grave doença reincidente e um longo procedimento com implantes dentários. O cotidiano trivial ― idas ao cinema, compras em supermercados, leituras, encontros com amigos e amantes ocasionais ― contrasta com a presença da morte. Mas é essa proximidade com o fim que o anima, insuflando desejo e vitalidade, ainda que nada mais disso pareça estar disponível com a mesma facilidade dos tempos de juventude.





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