Na correspondĂȘncia histĂłrica, os dois discutem as raĂzes psicolĂłgicas da agressividade, o papel das instituiçÔes polĂticas e os limites da civilização diante da barbĂĄrie
Seria possĂvel libertar a humanidade da guerra? Em 1932, diante do avanço das tensĂ”es polĂticas na Europa e do temor crescente de um novo conflito mundial, Albert Einsten fez essa pergunta diretamente a Sigmund Freud. A resposta tornou-se um dos diĂĄlogos mais inquietantes da modernidade e um dos documentos intelectuais mais importantes do sĂ©culo XX. Na correspondĂȘncia histĂłrica, os dois discutem as raĂzes psicolĂłgicas da agressividade, o papel das instituiçÔes polĂticas e os limites da civilização diante da barbĂĄrie. O criador da psicanĂĄlise argumenta ainda que a violĂȘncia e a destrutividade nĂŁo sĂŁo desvios ocasionais da histĂłria, mas forças constitutivas da prĂłpria experiĂȘncia humana. Nesta edição brasileira de Por que a guerra? (Amarilys, 120 pp, R$69), o texto original ganha uma nova tradução, alĂ©m de tambĂ©m incluir um ensaio de Freud sobre a Guerra, escrito em 1915, e um prefĂĄcio crĂtico do filĂłsofo Luiz Felipe PondĂ©, que examina a atualidade dessas ideias Ă luz dos conflitos do sĂ©culo XXI.
