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Sempre promove atividades em alusão ao Novembro Negro


Em celebração ao Novembro Negro, acolhidos e assistidos das Unidades de Acolhimento Institucional (UAI) Adras 1, 2 e 3, realizaram, em conjunto, nesta terça (22), o ponto alto das atividades lúdicas e socioeducativas sobre o Dia da Consciência Negra. A atividade aconteceu no UAI Adras 2, no Barbalho.

A iniciativa teve como objetivo promover o momento cultural e educativo, com reflexões sobre aspectos técnicos raciais e promover um espaço de enaltecimento da beleza negra. Durante a programação foi realizada uma feira da saúde, com palestras sobre a saúde do homem e da mulher, aferição de pressão arterial, glicose, além de oficina de turbante, desfile, corte de cabelo e palestra sobre o Dia da Consciência Negra.

“Entendendo que nosso público, em média, é composto na maioria por pessoas negras, decidimos trabalhar neste mês a campanha do Novembro Negro, envolvendo diversas temáticas em referência ao mês. Quando trazemos temáticas como essa, percebemos em nossos assistidos uma aceitação melhor da parte deles de estar na sociedade, e isso é muito importante”, disse a coordenadora do UAI Adras 1, Gabriela Souza.

Para o diretor do UAI Adras 3, Edmilson Borges, a programação marca uma política de ações afirmativas que contribuem para a vida dos assistidos. “Quando falamos sobre unidades de acolhimentos, a sociedade pensa em um espaço marginalizado, e a nossa intenção não é apenas que eles tomem propriedade de suas culturas e ancestralidade, mas mostrar para a sociedade esses espaços de ressignificação de vidas”.

Consciência cidadã – Uma das assistidas, Rafaela da Silva Soares, de 18 anos, disse ter tido um dia com muitas lembranças de sua ancestralidade. “Esse tema da consciência negra lembrou muito a minha raiz, de quem sou, de onde venho, me reconheci muito através deste evento. Gostei muito da oficina de turbante e de maquiagem, estou me sentindo uma rainha, apesar das dificuldades do dia a dia, estou me sentindo muito feliz”.

Para o secretário de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esporte e Lazer (Sempre), Daniel Ribeiro, essa é uma ação de extrema relevância, pois a grande maioria das pessoas em situação de rua, recebidas nas unidades de acolhimento próprias ou parceiras, se autodeclaram negros os pardos. “Com essa atividade, trabalhamos a autoestima desses indivíduos, que é um fator primordial para o desenvolvimento do autocuidado, consciência cidadã, empoderamento e respeito mútuo. Tudo isso auxilia na recuperação da autonomia necessária para o restabelecimento de convívios sociais, familiares e comunitários”, completou.

A Adra é uma Organização da Sociedade Civil, parceira da Sempre através de chamamento público para prestação do serviço de acolhimento institucional. Assim, as pessoas em situação de rua beneficiadas pelo serviço de abordagem e aquelas atendidas nos Centro POP que aceitam acolhimento são encaminhadas para uma das três unidades, onde passam por acolhimento e encaminhamento para benefícios sociais e retorno à família de origem.

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