Com a fumaça branca dançando sobre a Praça de São Pedro às 13h08 (horário de Brasília), o mundo prendeu a respiração. Após quatro escrutínios tensos dentro da Capela Sistina, o sinal aguardado finalmente surgiu, anunciando que a Igreja Católica Apostólica Romana tinha um novo líder. Uma multidão de cerca de 20 mil fiéis, reunida em fervorosa expectativa, testemunhou o momento histórico.
Uma hora depois, o suspense chegou ao fim: o norte-americano Robert Prevost foi revelado como o 267º Papa da Igreja Católica! Em breve, o cardeal protodiácono Dominique Mamberti surgirá na sacada da Basílica de São Pedro para proferir o tradicional "Habemus Papam!", oficializando a notícia que ecoaria pelos quatro cantos do planeta: "Temos um Papa!".
A primeira aparição pública do novo pontífice como líder da Igreja Católica ocorreu logo após o anúncio, marcando o fim de um período de 17 dias desde o falecimento do Papa Francisco. O 266º líder da Igreja havia falecido em 21 de abril, aos 88 anos, vítima de um AVC e insuficiência cardíaca.
Um colégio de 133 cardeais participou da votação secreta para eleger o sucessor de Pedro. Para alcançar a eleição, eram necessários pelo menos dois terços dos votos, o que significa que Robert Prevost obteve a aprovação de, no mínimo, 89 cardeais. Dois religiosos com menos de 80 anos, inicialmente aptos a votar, não puderam comparecer por motivos de saúde.
Após a confirmação do resultado, Prevost respondeu às solenes perguntas rituais: "Aceita tua eleição canônica para Sumo Pontífice?" e "Como quer ser chamado?". Este rito está previsto na Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis, a lei que rege os conclaves.
Antes de se apresentar à multidão, o agora Papa Leão XIV recolheu-se por alguns instantes na "sala das lágrimas", um espaço para reflexão e preparo localizado ao lado do altar-mor, sob o olhar imponente da obra "Juízo Final" de Michelangelo.
Sete cardeais brasileiros participaram deste conclave histórico: Dom Paulo Cezar Costa, Dom Leonardo Ulrich Steiner, Dom Odilo Scherer, Dom Jaime Spengler, Dom Sérgio da Rocha, Dom Orani Tempesta e Dom João Aviz.
A eleição de Robert Prevost marca um momento significativo para a Igreja Católica, sendo ele um membro da ordem de Santo Agostinho, cujos ensinamentos enfatizam a missão, a educação e o trabalho hospitalar. Em sua primeira mensagem ao mundo como Papa Leão XIV, ele fez questão de honrar a memória de seu antecessor, referindo-se a Francisco como "o papa que abençoava Roma e dava sua bênção a todo o mundo".
"Permitam-me dar prosseguimento àquela mesma crença. Deus ama todos vocês. O mal não irá prevalecer. Estamos todos nas mãos de Deus", declarou o novo pontífice, transmitindo uma mensagem de esperança e fé.
Leão XIV também expressou seu desejo de construir pontes entre os povos: "Precisamos tentar juntos sermos igreja missionária, que constrói pontes, diálogo, sempre aberta a receber, como nesta praça, de braços abertos, todos aqueles que precisam da nossa caridade e amor".
A aparição de Leão XIV na sacada da Basílica de São Pedro nesta quinta-feira, 8 de maio, selou oficialmente o início de seu pontificado. O cardeal norte-americano Robert Prevost, nascido em Chicago e com uma vasta experiência missionária no Peru, além de ter presidido a Pontifícia Comissão para a América Latina, assume o leme da Igreja Católica.
Aos 69 anos, Prevost é visto como um reformista, embora sua idade tenha sido mencionada como um possível obstáculo antes do conclave. Seu período como arcebispo no Peru também enfrentou controvérsias devido a acusações de acobertamento de casos de abuso sexual, as quais foram negadas por sua diocese.
Com a eleição de Robert Prevost como Papa Leão XIV, a Igreja Católica inicia um novo capítulo sob a liderança de um pontífice norte-americano, um evento que certamente moldará o futuro da fé para milhões de católicos em todo o mundo.
