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Baile da IndependĂȘncia 2025 homenageia sambista Walmir Lima nesta quinta (3)




Foto: Lucas Moura/Secom PMS e Divulgação

O Baile da IndependĂȘncia, que serĂĄ realizado nesta quinta-feira (3), a partir das 18h, no Campo Grande, promete uma celebração cĂ­vica que une a tradição popular e mĂșsica baiana de qualidade. Parte da programação oficial do 2 de Julho, o evento gratuito, sob a regĂȘncia do maestro Fred Dantas, Ă  frente da orquestra homĂŽnima, renderĂĄ homenagem ao sambista Walmir Lima, grande Ă­cone da mĂșsica baiana, cuja obra serĂĄ lembrada com arranjos especiais e participaçÔes de outros artistas. A iniciativa Ă© promovida pela Prefeitura de Salvador, por meio da Fundação GregĂłrio de Mattos (FGM) e da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult).

A apresentação acontece junto ao Monumento aos HerĂłis do 2 de Julho, prĂłximo aos carros emblemĂĄticos do Caboclo e da Cabocla, resgatando a atmosfera dos antigos bailes de quermesse que, desde o sĂ©culo XIX, integram as celebraçÔes populares da IndependĂȘncia do Brasil na Bahia. AlĂ©m da homenagem a Walmir Lima, o baile recebe dois convidados especiais: a jovem cantora LetĂ­cia Coutinho, artista em ascensĂŁo nos palcos universitĂĄrios e culturais da cidade, e o cantor MĂĄrio Bezerra, parceiro de longa data da Orquestra.

A noite se inicia com o “Hino ao Dois de Julho”, em arranjo especial para voz e orquestra popular, evocando o espĂ­rito cĂ­vico da data. Mas o repertĂłrio, cuidadosamente curado por Fred Dantas, viaja por diferentes paisagens sonoras: do axĂ© music Ă  mĂșsica afro-baiana, do swing americano ao choro brasileiro, incluindo temas autorais do maestro e grandes clĂĄssicos dançantes. Na homenagem a Walmir Lima, destaque para cançÔes como “Mudança da Ribeira”, “Santo Amaro Ă© uma Flor” e a emblemĂĄtica “Ilha de MarĂ©”, considerada um hino afetivo do povo baiano.

Liberdade e identidade baiana – Para o maestro Fred Dantas, o Baile da IndependĂȘncia representa uma ocupação cidadĂŁ do espaço pĂșblico num clima de paz e alegria, onde a mĂșsica reafirma seu papel como expressĂŁo da liberdade e da identidade baiana. “É uma festa muito leve para curtir. É a manutenção de uma tradição que Salvador sempre teve de ter orquestras clĂĄssicas e populares. O Baile junta isso aos festejos do 2 de Julho, que no dia anterior vĂŁo trazer seis filarmĂŽnicas da capital e do interior. EntĂŁo Ă© uma maneira muito nossa de comemorar”, afirma.

Emocionado ao participar de um show em homenagem Ă  IndependĂȘncia da Bahia, Walmir Lima, aos 94 anos, declarou se sentir lisonjeado. “Me sinto tremendamente orgulhoso, muito orgulho mesmo. É uma coisa muito especial participar dessa apresentação que relembra a data mais importante da histĂłria do nosso estado”, disse o artista, que possui mais de 70 anos de carreira.

Perfil – Neto do violeiro JoĂŁo Lima, de Santo Amaro da Purificação, no RecĂŽncavo baiano, e filho do maestro Carlos Lima, que atuava na Orquestra Bahia Serenaders, Walmir teve desde cedo o contato com a mĂșsica popular e erudita. Sua obra mais cĂ©lebre, “Ilha de MarĂ©”, lançada por Alcione em 1977, se tornou um clĂĄssico e Ă© considerada por muitos o segundo hino da Festa do Bonfim. Regravada por Mariene de Castro, a canção perpetua a conexĂŁo com o sagrado e o popular.


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