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LITERATURA: Na fronteira entre o ensaio, o poema e a obra de arte conceitual


O presente volume tem por base o texto da última edição, revista e ampliada, da obra de Perec, acrescida de um posfácio do pesquisador Jean-Luc Joly

Publicado originalmente em 1974 na França — inaugurando a coleção Espaço Crítico, coordenada pelo filósofo Paul Virilio —, Espécies de espaços (Editora 34, 216 pp, R$ 68 — Trad.: Daniel Lühmann) constitui ainda hoje uma experiência única, situada na fronteira entre o ensaio, o poema e a obra de arte conceitual. Tal qual um Flaubert do último quarto do século XX, Georges Perec (1936-1982) lança um olhar afiado sobre o espaço que nos cerca e no qual vivemos. Arquitetura, artes visuais, poesia, cinema, antropologia, sociologia, geografia e muitos outros saberes são mobilizados para interrogar as diversas camadas que informam nossos hábitos e percepções. 

O resultado é um livro incomum que, ao discorrer sobre temas como a página, a cama, o quarto, o prédio, a rua, o bairro, a cidade etc., traz à tona aquilo que, de tão visto, nunca foi verdadeiramente visto. O presente volume tem por base o texto da última edição, revista e ampliada, da obra de Perec, acrescida de um posfácio do pesquisador Jean-Luc Joly, que examina a formação de sua obra bem como sua crescente repercussão nas artes e na literatura, além de um caderno de fac-símiles inéditos que proporciona insights sobre as formas de anotação deste autor que Italo Calvino considerou “uma das personalidades literárias mais significativas do mundo".

FONTE SECOM PREFS.

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