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LITERATURA: Subvertendo as fronteiras entre ensaio e literatura



Patrick Chamoiseau se interroga sobre a escrita, a fala e a criação em 'O contador, a noite e o balaio'.

Subvertendo as fronteiras entre ensaio e literatura, Patrick Chamoiseau se interroga sobre a escrita, a fala e a criação em O contador, a noite e o balaio (Editora 34, 232 pp, R$ 78). Partindo da “oralitura”, central na poética antilhana, o autor se volta para o velho negro escravizado, nas Antilhas do século XVII, que à noite se metamorfoseia em “mestre da palavra”. 

É o contador crioulo, pai fundador da literatura antilhana, que com sua palavra formula uma resistência improvável à colonização. Momento criativo e criador, a palavra crioula inaugura um sistema de forças que se opõe à violência nas plantações. Por que o balaio e a fala que surge apenas à noite? Circulando por mistérios e não ditos, o autor questiona o trabalho do escritor e visita a intimidade de sua memória com reflexões permeadas de poesia, pois se valem da língua-instrumento “para perceber além da ‘realidade visível’”.

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