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CARNAVAL: Ibéji leva ancestralidade africana e clássicos infantis ao Circuito Osmar


Fotos: Fernando Peixoto / Secom PMS

O bloco Ibéji chegou ao Circuito Osmar arrastando a criançada neste domingo (15) e levou para o mais tradicional circuito do Carnaval soteropolitano clássicas canções infantis, a ancestralidade e religiosidade de matriz africana, além de uma homenagem à atriz Viola Davis.

Na passagem pelos camarotes, a cantora Maria Alice, ex-The Voice Kids, agradeceu à secretária Isaura Genoveva pelo apoio da Secretaria Municipal da Reparação (Semur). Maria Alice também falou sobre a emoção de conduzir as crianças e suas famílias pela Avenida no Ibéji. “Estou muito feliz de estar com vocês aqui hoje. Não falo muito porque me dá vontade de chorar”, disse a cantora.

Foram entoadas músicas infantis recentes e também da década de 1980. Uma das primeiras cantadas foi “Inventando Moda”, sucesso de Magary Lord, cujo refrão foi muito dançado pelas crianças. Muitos pais também curtiram e mataram a saudade da infância quando Maria Alice cantou “He-Man”, sucesso com o Trem da Alegria: “Eu tenho a força, sou invencível”.

No repertório, também está a canção Negra Rainha, inspirada na atuação de Viola Davis em A Mulher Rei. A música busca transpor a força das guerreiras africanas para a realidade das meninas negras de Salvador.

“Trouxe as crianças para curtir e brincar, muita gente gosta de vir participar. Há dois anos eu também vim e participei junto com as crianças. Esse ano meu filho não veio”, disse Deise Queiroz, 39 anos, que acompanhou a filha Pietra Dandara, de 9 anos.

Deise destacou ainda o fato de o Ibéji levar ao circuito as marcas da ancestralidade africana. “Na verdade, é mostrar a ancestralidade para nossas crianças. E como ela gosta de dança afro, então a maioria dos blocos afro ela vai participar”, disse Deise, sobre a filha.

A auxiliar de serviços gerais Bárbara Almeida, de 27 anos, foi curtir o bloco com a filha Maria Valentina, de 7 anos, e com o irmão Marcos Henrique, de 11. Ela destacou a importância da religiosidade de matriz africana para as crianças. “É importante que eles conheçam mais sobre o Carnaval, sobre o bloco que estão participando, até mesmo a importância do conceito do bloco”, disse Bárbara.

Tema – O bloco vem com o tema “Kitembu – Guardião da Vida, dos Ciclos e da Ancestralidade”, utilizando a cosmologia bantu para explicar o tempo e a maturidade aos pequenos foliões.

A presidente do bloco, Marta Santana, afirma que a música é a ferramenta pedagógica mais potente da folia. “Não entregamos apenas entretenimento; entregamos ferramentas de afirmação identitária. Quando uma criança vê Maria Alice no trio, ela vê um futuro possível”,

FONTE SECOM PREFS

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