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Salvador promove 3º Encontro de Bibliotecas Comunitárias com foco no Maio Laranja



Texto: Mateus Soares / Secom PMS
Foto: Jefferson Peixoto / Secom PMS

A Prefeitura de Salvador, por meio da Fundação Gregório de Mattos (FGM), promoveu nesta segunda-feira (18) o 3º Encontro de Bibliotecas Comunitárias, no Espaço Cultural da Barroquinha, no Centro Histórico. Gratuito e aberto ao público, o evento reuniu cerca de 100 crianças e adolescentes e teve como foco o fortalecimento das bibliotecas comunitárias e a discussão de políticas públicas voltadas ao setor.

Com o tema Maio Laranja, o encontro integrou as ações de mobilização pelo Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, celebrado em 18 de maio. A data faz referência ao caso Araceli e foi instituída nacionalmente pela Lei Federal nº 9.970/2000.

A programação reuniu representantes de bibliotecas municipais e comunitárias de Salvador, além de instituições convidadas de outras cidades, como Fortaleza (CE). O evento também promoveu debates sobre o papel das bibliotecas nos territórios onde atuam, especialmente no acesso à leitura, à informação e às atividades culturais.

As atividades começaram às 13h30, com apresentações das bibliotecas participantes. Em seguida, houve uma discussão sobre a atuação desses espaços nas ações do Maio Laranja, com participação de representantes da Biblioteca Sorriso da Criança, de Fortaleza, da Biblioteca da Universidade de Fortaleza (Unifor) e da Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ). O encontro foi encerrado com uma esquete teatral sobre o Maio Laranja, apresentada pelo grupo História de Raiz.

Presidente da FGM, Fernando Guerreiro afirmou que a escolha do tema busca aproximar as bibliotecas do debate sobre proteção à infância e adolescência. “A biblioteca, de certa forma, dialoga diretamente com crianças e adolescentes. Então, nada melhor do que mobilizar as bibliotecas para participarem da movimentação do Maio Laranja”, acrescentou.

Guerreiro destacou ainda que o movimento das bibliotecas comunitárias em Salvador tem recebido apoio da fundação desde o início de sua gestão. Segundo ele, as iniciativas surgem das próprias comunidades e exercem papel importante na organização social dos bairros. “Esse movimento é apoiado desde que eu cheguei à Fundação Gregório de Mattos, quando percebi a existência dessa mobilização. A gente, através do setor de bibliotecas e leitura livre, vem apoiando e tentando, de todas as formas, dar suporte”, afirmou.

Conscientização – Coordenadora de Políticas de Infância e Adolescência da Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ), Dinsjane Pereira afirmou que a proposta foi utilizar os espaços literários como instrumentos de conscientização e prevenção. “A gente trouxe as bibliotecas porque elas trabalham com ludicidade, além da literatura. A gente quer mostrar para as pessoas que, através da literatura e dos livros trabalhados com os pequenininhos, é possível mostrar como proteger essas crianças das violências”, disse.

Dinsjane também ressaltou que diversas atividades ajudam a ampliar o debate sobre o tema entre crianças, famílias e comunidades. “A gente quer mostrar para as pessoas que, através da literatura e dos livros trabalhados com os pequenininhos, é possível mostrar como proteger essas crianças das violências, por meio de histórias, fantoches e da ludicidade que essas bibliotecas trazem no dia a dia”, completou.

Representando a Biblioteca Comunitária Clementina de Jesus, no bairro do Uruguai, a professora Alcélia Maria Rodrigues participou do encontro acompanhada de 15 crianças e adolescentes. Para ela, iniciativas como essa ampliam o acesso à informação nas periferias. “Eventos como esse são muito importantes, principalmente para as comunidades periféricas, que precisam dessas informações”, contou.

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