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Arraiá do CAPS promove inclusão e fortalece acolhimento de usuários da saúde mental em Salvador



Texto: Ronald Guedes / Secom PMS
Foto: Otávio Santos / Secom PMS

O Centro de Atenção Psicossocial (CAPS II) Liberdade, localizado no bairro do IAPI, promoveu nesta terça-feira (16) o tradicional Arraiá do CAPS. A iniciativa reuniu usuários, familiares e profissionais da unidade em uma celebração marcada pela integração, pelo acolhimento e pela valorização das pessoas em acompanhamento na rede de saúde mental.

Mais do que uma festa junina, o evento integra o calendário de atividades terapêuticas da unidade e transforma o espaço em um ambiente de convivência, fortalecimento de vínculos e resgate da autoestima. A programação também reforça princípios da luta antimanicomial e contribui para o enfrentamento da psicofobia, promovendo inclusão social e cidadania.

De acordo com o gerente do CAPS II Liberdade, o cuidado em saúde mental deve ocorrer de forma humanizada e integrada à realidade dos usuários. “A ideia é que a pessoa em sofrimento psíquico seja cuidada e viva junto da família, da comunidade e da sociedade. Esses momentos lúdicos fortalecem o processo terapêutico e a integração dos usuários. O tratamento precisa acontecer no território, próximo das pessoas e dos vínculos que fazem parte da vida de cada paciente”, afirmou.

Para a técnica de enfermagem Jamile Cruz, atividades como o Arraiá contribuem para colocar os usuários no centro das ações desenvolvidas pela unidade. “No Arraiá, trazemos o usuário para o lugar de protagonista”, destacou.

Um dos exemplos desse protagonismo foi a apresentação da banda do CAPS, formada integralmente por usuários da unidade. A participação dos pacientes nas atividades culturais reforçou o caráter inclusivo do evento e estimulou a expressão artística e a convivência coletiva.

A técnica de enfermagem Olenice Ramos Rodrigues, que atua há mais de duas décadas no CAPS II Liberdade, ressaltou a importância dessas iniciativas para o fortalecimento da autoestima e do sentimento de pertencimento. “Os pacientes têm as mesmas necessidades que qualquer outra pessoa. Quando participam de atividades como o Arraiá, eles se percebem como parte da sociedade e compreendem que também têm direitos. Isso fortalece a autoestima, a autonomia e o processo de cuidado”, afirmou.

Acolhimento – Para os participantes, o evento representa um espaço de convivência, liberdade e valorização. Claudemiro Lima dos Santos, de 55 anos, falou sobre a importância do acolhimento oferecido pela unidade. “É muito gratificante. Aqui a gente se sente mais seguro, mais alegre e bem acompanhado pelos profissionais. Isso nos dá mais confiança para conviver com as pessoas e seguir o tratamento”, relatou.

Já Divaldo dos Santos, de 56 anos, destacou a importância das atividades realizadas pelo CAPS para a promoção do bem-estar. “Gosto dos eventos que têm caminhada, música e desenho. Eu me sinto muito bem aqui. É bom para a saúde estar em movimento e participar dessas atividades”, disse.

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