LITERATURA: A relação de Freud com a cidade de Viena
Tallis reconstrói uma Viena mostrando como os debates nos cafés, os escândalos da elite e a efervescência cultural moldaram a psicanálise.
Em Segredos mortais (Nova Fronteira, 480 pp, R$ 129,90 — Tradução: Vera Ribeiro), Frank Tallis investiga a vida do pai da psicanálise e situa o nascimento de suas ideias revolucionárias contra o cenário magnético da Viena de 1900. Célebre por seus cafés e óperas imponentes, a cidade era o coração cultural e intelectual da Europa. Mas, sob o verniz da sofisticação artística, escondia-se uma sociedade de contrastes profundos. Ao circular por esse universo, cruzando caminhos com artistas como Gustav Klimt (1962-1918)e lidando com os segredos de seus pacientes, Sigmund Freud (1836-1959) encontrou o material necessário para mapear os territórios inexplorados da mente humana. Tallis reconstrói essa época de opulência e contradições, mostrando como os debates nos cafés vienenses, os escândalos da elite e a efervescência cultural moldaram a psicanálise.

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