LITERATURA: Literatura e psicanálise para analisar a maternidade



Obra investiga as memórias e as escritas de Jane Lazarre e Rachel Cusk

Durante séculos, a maternidade foi narrada como um ato de amor incondicional e sacrifício total. Mas esse mito começa a ruir quando as próprias mães tomam a palavra. O ensaio Mãe, primeira pessoa (Editora Trote, 128 pp, R$ 65) analisa as memórias de Jane Lazarre e Rachel Cusk, que escreveram sobre seus primeiros anos como mães sem poupar o leitor do cansaço, da culpa e da ambivalência que a experiência muitas vezes impõe. Nele, Gabriela Dal Bosco Sitta se utiliza da literatura e da psicanálise para levantar questões essenciais sobre a maternidade e mostrar como a figura imaculada da mãe é desmontada e substituída por sua versão real, paradoxal e, em última instância, humana.

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